segunda-feira, 8 de maio de 2017

ENFIM, ACONTECEU A II JORNADA ESTADUAL DE CATEQUESE!


Depois de não conseguirmos fazer acontecer, pertinho da data marcada, a II JORNADA ESTADUAL DE CATEQUESE em Porto Alegre, no Gigantinho, por não permitirem colocar mais de 3500 pessoas e nós esperarmos mais de 6000, foi preciso encontrar outro local que pudesse acolher nossos catequistas.
E encontramos este local em Caxias do Sul, nos Pavilhões da Festa da Uva, cuja Diocese assumiu com a Comissão de Animação Bíblico-catequética do Regional Sul 3 esta missão.





Desde às seis horas da manhã, os ônibus trazendo catequistas de todas as regiões do nosso Rio Grande do Sul, começaram a chegar nos Pavilhões da festa da Uva em Caxias do Sul. Trazendo além de muitas expectativas boas em seu coração, seu mate, sua cadeira e seu lanche. Mostrando que nada era empecilho para participar deste grande momento da Animação Bíblico-catequética do nosso Regional Sul 3.





Às nove horas, com o Pavilhão 2 já repleto com os catequistas gaúchos, iniciou-se a II JORNADA ESTADUAL DA CATEQUESE com a animação de Pe. Ezequiel Dal Pozo e sua banda e a Ir. Ângela Soldera da equipe de Animação Bíblico catequética do Regional Sul 3.










A abertura do e-vento foi realizada por Dom Alessandro Ruffinoni, bispo da Diocese de Caxias do Sul, que estava nos recepcionando; logo seguido por Dom Jaime Spengler, bispo coordenador do Regional Sul 3 da CNBB e pelo Prefeito Municipal de Caxias do Sul, Daniel Guerra, que também foi catequista, companhado de sua esposa.


Dom Jacinto Bergman explicou o processo que seria vivenciado ao longo do dia. 

Estavam presentes doze dos nossos  bispos do Rio Grande do Sul.


D. Jaime Spengler, arcebispo de Porto Alegre 


D. Jacinto Bergmann, arcebispo de Pelotas

D. Rodolfo Webwer - arcebispo de Passo Fundo
D. Alessandro Rufinoni - Caxias do Sul
D. Paulo de Conto - Montenegro
D.  Adelar Baruffi - Cruz Alta
D. Aloisio Dilli - Santa Cruz
D. Jaime Kohl - Osório
D. Liro Meurer - Santo Ângelo
D. Gilio Filicio - Bagé
D. Remidio Bohn - Cachoeira do Sul
D. Donizete - bispo auxiliar de Porto Alegre e também bispo referencial da AB-C Sul 3
D. Leomar Brustolin - bispo auxiliar de Porto Alegre
Ficamos muito contentes com a presença dos nossos pastores!
Muitos dos nossos padres e quase 7000 catequistas. Glória a Deus!

Realizada a abertura da Jornada começamos a celebrar!
E todos os catequistas foram convidados a participar do RITO DA ASSINALAÇÃO - presidido por Dom Rodolfo Weber.









Com.: No processo de Iniciação a Vida Cristã, o primeiro rito que marca a caminhada Catecumenal é a assinalação da fronte e dos sentidos. Inspirados no livro do Apocalipse, a Igreja marca os que se tornarão cristãos, para que o ser humano todo, em seus diversos sentidos, pertença a Jesus Cristo. Participemos desta celebração.

Cantores: Queremos ver Jesus, caminho, verdade e vida! (Turra).

Dom Rodolfo:
 Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. A graça de Nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e, a comunhão do Espírito Santo estejam sempre convosco.

Todos: Bendito seja Deus para sempre.

Dom Rodolfo: A vida eterna consiste em conhecermos o verdadeiro Deus e Jesus Cristo, que ele enviou. Ressuscitando dos mortos, Jesus foi constituído, por Deus, Senhor da vida e de todas as coisas, visíveis e invisíveis. Se vocês querem ser discípulos seus e membros da Igreja, é preciso que vocês sejam instruídos em toda a verdade revelada por ele; que aprendam a ter os mesmos sentimentos de Jesus Cristo e procurem viver segundo os preceitos do Evangelho; e, portanto, que vocês amem o Senhor Deus e o próximo como Cristo nos mandou fazer, dando-nos o exemplo. Cada um de vocês está de acordo com tudo isso?

Catequistas: Estou.





Dom Rodolfo: Catequistas, vocês estão dispostos a ajudar àqueles que pedem a fé a encontrar e seguir Jesus?

Catequistas: Estou.


Dom Rodolfo: Pai de bondade, nós vos agradecemos por estes vossos filhos e filhas, que de muitos modos inspirastes e atraístes. Eles vos procuraram, e responderam na presença desta santa assembleia ao chamado que hoje lhes dirigistes. Por isso, Senhor Deus, nós vos louvamos e bendizemos.

Catequistas: Bendito seja Deus para sempre. (cantado).

Dom Rodolfo: Queridos catequistas, Cristo chamou a vocês para serem seus amigos; lembrem-se sempre dele e sejam fiéis em segui-lo! Para isso, vou marcar vocês com o sinal da cruz de Cristo, que é o sinal dos cristãos. Este sinal nos lembra de Cristo e de seu amor por nós.

Com.: Coloquemo-nos em dupla, um de frente ao outro e tracemos o sinal da cruz no outro, conforme for sendo indicado pelo canto.





Os bispos presentes, mais alguns presbíteros fizeram a assinalação nos 18 coordenadores representantes das dioceses que compõem o Regional Sul 3 da CNBB.

Cantor: Recebam na fronte o sinal da cruz, viva com alegria de Cristo Jesus.


Cantor: Recebam nos olhos o sinal da cruz, contemple em sua vida o que Deus conduz.

Cantor: Recebam na boca o sinal da cruz, para anunciar a boa nova de Jesus.

Cantor: Recebam no peito o sinal da cruz, para que Cristo habite em seu coração.

Cantor: Recebam nos ombros o sinal da cruz, carreguem o suave julgo de Cristo Jesus.





Dom Rodolfo: Eu marco vocês com o sinal-da-cruz: em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, para que vocês tenham a vida eterna.

Todos: Amém.

Cantores: Gloria a ti, Senhor, toda a graça e louvor.

Dom Rodolfo: Oremos.
Deus todo-poderoso, que pela cruz e ressurreição de vosso Filho destes a vida ao vosso povo, concedei que estes vossos filhos e filhas, marcados com o sinal-da-cruz, seguindo os passos de Cristo, conservem em sua vida a graça da vitória da cruz e manifestem por palavras e gestos. Por Cristo, nosso Senhor.

Todos: Amém!

Cantores: No peito eu levo uma cruz, no meu coração o que disse Jesus!

O animador da II JORNADA, Pe. Wilson, da Arquidiocese de Pelotas e membro da Equipe de Animação Bíblico-catequética do Regional Sul 3, fez  uma breve introdução para o rito de entrega da Palavra de Deus.

Dom Hélio Adelar,  presidiu o RITO DA ENTREGA DA  PALAVRA DE DEUS.

Comentarista: A Palavra de Deus é a fonte primeira de todo o Processo Catecumenal, acolhamos com alegria a Palavra de Deus.







Um dos leitores, catequista Marlene Faleiro, coordenadora da AB-C da Diocese de Santo Ângelo,  carregou o Lecionário, à frente de uma procissão composta por catequista de sua diocese, com velas e ânforas com água, e  o depositou, na mesa da Palavra, enquanto cantávamos: 

Comentarista: Aproximem-se da mesa  da Palavra os que receberam a Bíblia.

E os 18 representantes das dioceses subiram ao palco. Os bispos e alguns presbíteros entregaram a eles uma bíblia grande, enquanto Dom Hélio dizia:

Dom Hélio: Recebe o livro da Palavra de  Deus. Que ela seja luz para tua vida. Crê no que lê, vive o que crê e anuncia Jesus com a tua vida.

Catequista: Amém.





Ao som do canto: Tua Palavra é lâmpada para os meus pés, os representantes das dioceses receberam a Palavra para levar para as suas dioceses, através da Bíblia.





Depois ascendeu-se solenemente o Círio Pascal, sinal de Jesus Cristo presente entre nós.











A Leitora proclamou a Palavra em  At 8,26-40, que narra o encontro do apóstolo Felipe com o eunuco, na Fenícia.


Cantamos 

Pela palavra de

 Deus. E o leitor 

proclamou 
a Leitura outra

 vez.











Dom Leomar Antônio Brustolin,
Bispo Auxiliar de Porto Alegre, fez a primeira catequese do dia - O QUERIGMA E MISTÉRIO PASCAL - através da Leitura orante do texto bíblico proclamado.




A Leitura orante da Palavra percorre quatro passos:
1.Leitura
2.Meditação
3.Oração
4.Contemplação
1 LEITURA

Foi lido o Texto de Atos 8, 26-40

2 MEDITAÇÃO

Um anjo falou a Filipe, dizendo: «Prepare-se e para o caminho que se acha no deserto

QUEM É FILIPE?  Diácono na Igreja nascente. Ele  recebe a ordem de ir para a estrada que vai de Jerusalém para Gaza, em direção ao Egito e daí para a Etiópia. O anjo personifica a vontade deus. A iniciativa de toda missão é de Deus. Ele quer, ele orienta e encaminha. Filipe nada sabe, apenas obedece.
Fiquemos atentos às ações do texto e o que elas indicam.
VAI - A inciativa da catequese é de Cristo, não é nossa. O Senhor manda anunciar o seu nome. Ele continua a libertar e salvar.

PREPARAR – o catequista precisa formar-se e informar-se.

IR – sair, ir ao encontro, não ficar esperando, “primeirar”

AO DESERTO – os desertos de hoje – quais são? Jovens, crianças, adultos, famílias, idosos, situações especiais.  Ao sair de onde, muitas vezes passamos pelo caminho do deserto da incompreensão dos outros e da família, do desafio de ter que conviver em comunidade.

LEVANTAR – obriga a se desinstalar, sair da situação cômoda, sair do fracasso e do desânimo.

 IR – aproximar. O catequista não é alguém que faz muitos pedidos ao seu Senhor, ele gasta muito mais tempo escutando o que o seu Senhor pede.


QUEM É O MINISTRO ETÍOPE? A Etiópia ou Núbia ficava ao sul do Egito e era a porta da África Negra. Era governada por rainhas que tinham o título de Candace (rainhas guerreiras do Reino de Méroe). O etíope é negro, escravo e eunuco, isto é, um homem castrado para servir uma rainha, segundo o costume do tempo.  É culto e cortês. Ministro do país. Era um alto funcionário, um ministro, mas escravo. Ele tinha ido a Jerusalém, mas no Templo um eunuco não podia frequentar as reuniões. (Dt 23,2).  Ele adorava o Deus de Israel e conseguira comprar em Jerusalém uma Bíblia em grego.  Lia o profeta em voz alta, como era costume na época.
 A passagem é Isaías 53, 7-8, uma das passagens preferidas pelos primeiros cristãos para compreender Jesus.  Trata da humilhação e exaltação do Servo de Deus, morto por procurar a justiça, mas Deus o ressuscitará e lhe d´par muitos seguidores.
Fiquemos atentos ao texto e o que ele indica.
PEREGRINO – como aquele etíope, muita gente é romeiro também hoje, tem religiosidade, tem fé.
SENTADO – mas está, como ele, muitos estão  acomodados em seu mundo e em sua religiosidade.
LENDO – até se interessam: leem a Bíblia, livros, novenas, etc.


Fiquemos atentos ao texto e o que ele indica.
APROXIMAR – cabe ao catequista aproximar-se dos desertos, especialmente daqueles que ninguém procura.
ACOMPANHAR – significa ver, escutar, caminhar junto.
Não significa anunciar primeiro, antes é preciso perceber a pessoa e suas necessidades.


Fiquemos atentos ao texto e o que ele indica.
CORRER – é preciso correr  para alcançar a pessoa .
OUVIR, VER – é acompanhar.
PERGUNTAR – interessar-se: germe do querigma: pergunta
COMO POSSO ENTENDER –  é preciso caminhar com o outro, ir ao encontro dos afastados, caminhar com eles, perceber suas perguntas, caso contrário ficamos dando respostas para perguntas que não estão sendo feitas e geralmente não respondemos às novas questões que crianças e jovens se impõem. O etíope quer ser conduzido... Hoje também muitos querem e precisam.
NINGUÉM ME EXPLICA – Muitas pessoas ficam apenas com uma prática religiosa que quase nunca se baseia na Palavra, mas apoiam-se em crenças, lendas, crendices, tradições. É preciso ser Igreja, isso só ocorrerá se catequistas também procurarem ir ao encontro do que o Senhor quer e ajudar seus irmãos e irmãs a ouvir o Senhor.

Filipe sobe e a senta-se junto a ele. A passagem da Escritura era esta: «Ele foi levado como ovelha ao matadouro. E como um cordeiro perante o seu tosquiador,..»  O eunuco  disse: «Por favor me explique: de quem o profeta está dizendo isso? Filipe foi explicandoanunciou Jesus ao eunuco.

Fiquemos atentos ao texto e o que ele indica.
Anunciar Jesus Partindo da Escritura... Filipe anuncia-lhe Jesus como felicidade que lhe é proposta.
É Jesus que está presente nessa explicação, este anúncio é uma experiência do encontro.
Jesus está presente na Escritura como que coberto por um véu, somente  o seu Espírito pode levantar esse véu e dar a conhecer (2 Cor 3,6-18).
Filipe abre a boca – é importante o que irá dizer
O Cordeiro da passagem de Isaías não abre a boca, sem voz (v,.32)
Jesus,  mudo durante a sua paixão, agora fala ressuscitado, pelos seus enviados.

EIS O MISTÉRIO PASCAL: Em Cristo Deus amou a humanidade e todo que acolhe Cristo recebe a salvação.
Mistério, ou sacramento: desígnio salvífico de Deus de nos salvar em Cristo

DEIXAR-SE CONVIDAR – subir e sentar para se aproximar mais ainda

LER E EXPLICAR – partir do que a pessoa se interessa; o ponto de partida não é nosso, mas do catequizando ou catecúmeno.

ANUNCIAR JESUS – querigma, anunciar quem é Jesus, o amor que ele revelou, a salvação que promete como dom do Pai, pelo Filho no Espírito.
Como Filipe, precisamos mostrar que Cristo sacia toda sede da humanidade, mas é o Cristo Crucificado e ressuscitado. Não podemos anunciar outro Cristo.
Explicar as escrituras é buscar o sentido da história da salvação na nossa história concreta. É preciso narrar, com calma, concretamente mostrar quem é Jesus.
As pessoas, como o etíope da passagem, não conhecem a Cristo.
Nascer num país católico como o Brasil,  na atualidade, não é garantia de saber quem de fato é Jesus Cristo. É preciso um querigma, um primeiro anúncio.


Fiquemos atentos ao texto e o que ele indica.

CONTINUAR O CAMINHO: seguir aprofundando e conhecendo mais: catecumenato.

PERGUNTA: O QUE IMPEDE? – a decisão é da pessoa e não da comunidade ou do catequista: a pessoa deve querer e pedir e não se pode impor.

É POSSÍVEL SE CRER – mostrar as condições para ser batizado: crer e acolher o que  Jesus pede, mesmo que a pessoa não esteja pronta( depois virá a mistagogia).

CREIO EM JESUS CRISTO, FILHO DE DEUS – síntese do que significa ser discípulo e conformar a vida segundo ele .
 Batismo – sacramento pascal. A catequese primitiva terminava com o Batismo.
Filipe provavelmente falou disso para o etíope.
Diante da água e de Filipe, o etíope pede o Batismo. Este é o selo de adesão e compromisso com Cristo. O etíope decide fazer parte dos discípulos de Jesus ( pertença)
Filipe diz: Nada impede se você acredita de todo coração. É no mais íntimo da pessoa que se decide o compromisso com Jesus.
Depende da decisão da pessoa e não do apóstolo e do catequista.
O Etíope diz: Eu acredito que Jesus é o Filho de Deus. Ele crê e por isso se compromete em testemunhar por palavras e ações quem é Jesus.
.A função do catequista é fazer a pessoa pedir o batismo ( a eucaristia e a crisma). Não é impor. Nem todos pedirão. É preciso respeita a liberdade humana.
A pessoa deve querer Jesus, ser discípulo . Isso nem sempre é claro e vem explícito, mas é preciso estar atento e acolher.


 Fiquemos atentos ao texto e o que ele indica.

BATIZAR – iniciar a pessoa no mistério pascal, torná-la discípula.

DESAPARECER – o catequista não atrai para si, mas para Cristo, pois a pessoa precisa se vincular a Jesus em comunidade, mas não confundir a amizade com o seguimento.

PROSSEGUIR O CAMINHO CHEIO DE ALEGRIA – quem encontrou Jesus encontrou o que havia de melhor possível nesta vida, por isso se alegra, como Maria > Minha  alma exulta de alegria no Senhor.
Batismo, páscoa: novo povo.
E Filipe batizou o Eunuco: Entra para o Povo de Deus aquele que antes era de outro povo, era etíope, faz parte da raça eleita onde não há discriminações ( antes era negro), tem outra classe social, onde todos tem os mesmos direitos ( antes era escravo), encontra seu lugar nessa família ( não é mais marginalizado pro ser castrado).
A porta está aberta para todos.
Os cristãos não podem discriminar, mas quem adere a Jesus Cristo precisa fazer rupturas com o velho homem e dar um salto de qualidade que o faça entender a graça recebida no batismo.
Terminado o Batismo, Filipe desaparece, sinal de que ali sua missão havia terminado.
O etíope prossegue viagem, cheio de alegria. A conversão e o batismo levam a uma nova vida confirmada pela alegria, sinal da satisfação de Deus e do ser humano.
Alegria do Evangelho:  testemunhar a Alegria do Evangelho. Exemplo da menina que fez uma prece espontânea na missa da catequese: Senhor, fazei que os maus se tornem bons e que os bons se tornem alegres.

Filipe passando adiante, evangelizava todas as cidades.

SEGUIR – EVANGELIZAR O catequista começa cada processo como se fosse o primeiro, o único e o último. A iniciação à vida cristã segue exatamente esse caminho
Aproximar-se das pessoas que buscam a Deus de coração sincero.
Perceber a situação da pessoa e suas perguntas.
Anunciar Jesus Cristo o homem- Deus que morreu e ressuscitou. Só ele sacia toda sede do coração humano.
Aprofundar o sentido da fé em Cristo, prosseguindo pelo caminho.
Acolher o pedido de quem quer ser cristão  quer entrar no mistério pascal.
Oferecer o dom que é a graça
Deixar que a pessoa prossiga na vida

3. ORAÇÃO

Senhor, eis-me aqui, se tu queres, envia-me.
Liberta-me da tentação de deixar tudo como está, de preferir ficar no meu canto para não me incomodar.
Quero percorrer os teus caminhos, ir aos desertos de nossas cidades, vilas e campos.
Lá onde estão as pessoas, meus irmãos e irmãs, em busca de paz e salvação.
Ensina-me a caminhar com as pessoas e não ser um intruso ou uma intrusa.
Quero respeitar mais as pessoas a serem evangelizadas, suas PERGUNTAS, suas frustrações e esperanças.
Cuida Senhor que eu não me  imponha e acabe perdendo a sensibilidade de escutar.
Que eu fale menos e escute mais.
Que eu não só ensine, mas aprenda também.
Envia-me, para explicar as Escrituras. Que eu renove meu amor às Escrituras. Que eu leia mais a Bíblia. Que eu não fuja da Leitura Orante da Bíblia, pois ela me faz mais  próximo de ti.
Converte-me Senhor!
Que eu coloque o teu nome em primeiro lugar, que meu olhar  esteja fixo em ti, para que meus pés caminhem em tua estrada.
Quando desvio meu olhar, escolho atalhos que me levam ao desvio. Quero ter os olhos fixos em ti Jesus.
Que eu saiba respeitar o querer das crianças, jovens e adultos da catequese. Que eu não me frustre com aqueles que desistem do caminho, tampouco me acomode a ponto de não ir mais ao encontro dos que se afastaram. 
Enfim Senhor Jesus, eu reconheço que ter te encontrado foi  o melhor que ocorreu em minha vida e fazer-te conhecido amado por minhas palavras e obras é minha maior alegria.
Que eu tenha, enfim, a humildade de entender que a obra da evangelização não é minha.
Que eu saiba levar todos catequizandos bem perto de ti e depois saia lentamente, na ponta dos pés, para não atrapalhar o abraço amoroso que tens para eles.
Este abraço eu também recebi um dia e por isso estou aqui.

4.CONTEMPLAÇÃO

Não são palavras, nem propósitos,  nem mesmo gestos. É um atitude de  com-templar, isso é, ver com os olhos do templo, onde está Deus. É colocar-se diante de Alguém. Por isso não é uma técnica, um método, ou uma receita, é um jeito de ser.
Foi um privilégio poder falar para os catequistas do Rio Grande o Sul. Deus conduza todos esses Filipes aos muitos desertos para que a água que jorra da Palavra atinja a muitos que perambulam buscando a felicidade que somente o Cristo pode oferecer. Muito obrigado. 



E chegou o momento de sermos abençoados com a presença da mãe, Nossa Senhora de Aparecida, imagem peregrina que saiu de Aparecida para visitar as nossas dioceses do sul do país.
Ao clamor de "Santa Mãe Maria, és a padroeira do Brasil!",
os catequistas de pé aplaudiram a chegada de Nossa Senhora com muita emoção.





O animador Pe. Wilson, fez uma breve introdução ao próximo rito - o da luz e o da água.



Dom Aloísio Dilli, presidiu a celebração do rito da água e da luz.

Os representantes das dioceses ficaram no palco e receberam uma vela comemorativa do evento para levar as suas dioceses, que foi acesa no círio pascal, pedindo que a luz de Jesus iluminasse a nossa caminhada na iniciação à vida cristã.








Iniciou-se, então, o rito da água.


Dom Aloísio Dilli: Meus irmãos e minhas irmãs, invoquemos o Senhor nosso Deus para que se digne abençoar esta água, que vai ser aspergida sobre nós, recordando o nosso batismo. Que ele se digne renovar-nos, para que permaneçamos fiéis ao Espírito que recebemos.




Dom Aloísio Dilli: Senhor nosso Deus, velai sobre o vosso povo neste dia em que celebramos a maravilha da nossa criação e a maravilha ainda maior da nossa redenção, dignai-vos + abençoar esta água.
Fostes vós que a criastes para fecundar a terra, para lavar nossos corpos e refazer nossas forças. Também a fizestes instrumento da vossa misericórdia: por ela libertastes o vosso povo do cativeiro e aplacastes no deserto a sua sede; por ela os profetas anunciaram a vossa aliança que era vosso desejo concluir com a humanidade; por ela finalmente, consagrada pelo Cristo no Jordão, renovaste pelo banho do novo nascimento, a nossa natureza pecadora. Que esta água seja para nós uma recordação do nosso batismo.

Dom Aloísio: Meus irmãos e minhas irmãs, pelo Mistério Pascal fomos no batismo sepultados com Cristo para vivermos com ele uma vida nova. Renovemos as promessas do nosso batismo:

Dom Aloísio: Para viver na liberdade dos filhos de Deus, renunciais ao pecado?

Dom Aloísio: Para viver como irmãos e irmãs, renunciais a tudo que vos possa desunir, para que o pecado não domine sobre vós?

Dom Aloísio: Para seguir Jesus Cristo, renuncias ao Demônio autor e princípio do pecado?

Dom Aloísio: Credes em Deus, Pai todo Poderoso, criador do céu e da terra?







Dom Aloísio: Credes em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor, que nasceu da Virgem Maria, padeceu e foi sepultado, ressuscitou dos mortos e subiu ao céu?

Dom Aloísio: Credes no Espírito Santo, na santa Igreja Católica, na comunhão dos santos, na remissão dos pecados, na ressurreição dos mortos e na vida eterna?

Dom Aloísio: O Deus Todo Poderoso, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que nos fez renascer pela água e pelo Espírito Santo e nos concedeu o perdão de todo pecado guarde-nos em sua graça para a vida eterna, no Cristo Jesus, nosso Senhor.
Todos: Amém.

Os 18 catequistas aspergiram o povo, embalados ao som do canto "Banhados em Cristo"... 





Ir. Maria Aparecida Barbosa deu a segunda catequese do dia - a MISTAGOGIA.



2ª CATEQUESE: MISTAGOGIA


Queridos catequistas, com a realização da II Jornada Estadual de Catequese, a caminhada bíblico-catequética em nossas Dioceses ganham num novo brilho: o brilho da inspiração catecumenal em todo  processo educativo da fé. Os novos tempos e cenários questionam nossa maneira de transmitir à fé às novas gerações. Pela fragilidade no anúncio, numa época onde se acentua o crescimento do secularismo e da indiferença religiosa, nossos bispos vêm reforçando a importância da formação de discípulos missionários de Jesus Cristo. Para esta missão, se busca o caminho de uma catequese de inspiração catecumenal como eixo condutor de toda ação evangelizadora. Os tempos e as etapas (passar portas e subir degraus) oferecem uma catequese integral, um caminho onde há processos da iniciação, desde o querigma e conversão, até o discipulado, a comunhão e a missão[1].
A inspiração catecumenal que propomos é muito mais do que uma metodologia, é uma mística, que nos convida a entrar sempre mais no mistério do amor de Deus. Um caminho, um desejo que nunca acaba.
À luz da desta pedagogia, nossa Igreja volta às fontes do Cristianismo e repropõe o catecumenato, com seus Tempos e Etapas como um caminho seguro (processo progressivo de desenvolvimento da fé) e fecundo do encontro com Jesus Cristo, da inserção na comunidade e vínculo de pertença eclesial e a prática da caridade social.
A mistagogia indica o último período do Catecumenato antigo e acontece ao longo do Tempo Pascal até o Pentecostes. Enquanto a purificação e iluminação ocorriam na quaresma, com uma preparação intensa para a recepção dos sacramentos da Iniciação Cristã. A mistagogia no tempo pascal, era onde os cristãos aprofundavam os mistérios da fé, tornando uma criatura nova. Toda Comunidade acompanha este processo iniciático. Neste período “se obtém o conhecimento mais completo dos mistérios através das novas explanações e, sobretudo da experiência dos sacramentos recebidos”[2].
Este tempo é caracterizado pela experiência vivencial dos sacramentos e pelo ingresso na comunidade. Nele há o aprofundamento progressivo e gradual do mistério pascal e vivência cristã. Neste processo é necessário que a comunidade seja acolhedora dos novos catecúmenos, os novos cristãos. Espera-se também, que a comunidade seja uma comunidade de fé, missionária, testemunha de Jesus Cristo e comprometida com a caridade solidária.
Mas o que é mistagogia? O termo mistagogia tem sua origem em dois vocábulos gregos: mystes, que significa mistério, e agein, que significa conduzir. Mistagogia adquiri o sentido de conduzir/iniciar ao conhecimento do mistério. É o deixar-se conduzir e educar-se pelo mistério.
O tempo da mistagogia se caracteriza pelo tempo da educação para o mistério. É a pedagogia da fé, onde o catequisando é introduzido no mistério através da celebração dos sacramentos da Iniciação Cristã, do aprofundamento e vivência do Mistério: Paixão, morte e ressurreição de Jesus. A mistagogia possibilita obter um conhecimento “mais completo e frutuoso dos “mistérios” através das novas explanações e, sobretudo, da experiência dos sacramentos recebidos”.[3] A partir dessa experiência que todo cristão possui e cresce pela prática da vida cristã, os recém-iniciados adquirem novo senso da fé e da Igreja do mundo.
Para os padres da Igreja, a mistagogia é: “um ensinamento organizado para fazer entender aquilo que os sacramentos significam para a vida, mas que supõe a iluminação da fé que brota dos sacramentos; aquilo que se aprende na celebração ritual dos sacramentos e aquilo que se aprende vivendo de acordo com o que os sacramentos significam para a vida”. O método mistagógico identifica três elementos:
·        A compreensão e a vivência dos sacramentos celebrados à luz das Escrituras;
·        A valorização dos sinais sacramentais (água, óleo, pão...);
·        A abertura da pessoa - fiéis para com ação evangelizadora da Igreja e a transformação do mundo como expressão da nova vida em Cristo.
Na sistematização dos Padres da Igreja, a mistagogia é a vida da Igreja, em sua dimensão espiritual, litúrgica, pastoral, contemplativa e escatológica. Esta sabedoria é expressa nas obras patrísticas revelando os vários aspectos que envolvem sua compreensão de mistagogia:
→  É fonte de abertura à dinâmica da Revelação;
→  É caminho, percurso, trajetória de adesão, crescimento, aperfeiçoamento;
→  É participação nos ritos e celebrações litúrgicas;
→  É a Palavra acolhida e que revoluciona a dinâmica pessoal e comunitária;
→   É contemplação orante do Mistério que se revela na história da humanidade;
→  É a penetração progressiva até o encontro definitivo com o Mistério de Deus;
É a Igreja sacramental e caminhante no mesmo processo mistagógico. O Diretório Geral para a Catequese acentua que o catecumenato é considerado modelo inspirador ou fonte da catequese pós-batismal (DGC, 98). Ao implementar uma catequese de inspiração catecumenal, seguindo estes Tempos e Etapas,  a Igreja busca formar novos membros comprometidos com o mandado missionário de Jesus e renovando a comunidade paroquial.  Vamos ao texto bíblico inspirador desta Jornada Estadual de Catequese.  Em atos 8, 26-40, encontramos de forma muito clara, os passos iniciáticos de uma catequese bíblico-vivencial. Ou melhor, uma catequese querigmática e mistagógica. Nos versículos 27-35 (querigma); 36-40 (mistagogia).

Eles prosseguiram o caminho e chegaram a um lugar onde havia água. Então o Eunuco disse a Filipe: Aqui tem água. Que impede que seu seja batizado? O eunuco mandou parar o carro. Os dois desceram para água e Filipe batizou o eunuco. Quando saíram da água, o Espírito arrebatou Filipe. O eunuco não o viu mais e prosseguiu sua viagem, cheio de alegria. Filipe foi parar em Azoto. E, passando adiante, anunciava a Boa – Nova em todas as cidades até chegar a Cesareia.” (At 8, 36-40).
O catequista Filipe conduziu o eunuco ao mistério e despertou-o para o seu protagonismo da fé: “ele seguiu sua jornada alegremente”. O que lhe deu esta alegria? O conhecer quem é Jesus e pedir o batismo.
Ao pedir o batismo o eunuco pede para ser inserido na comunidade cristã. Ele torna-se, agora, pertença a um grupo, uma comunidade de fé, cria vínculos de amizade fraterna. Ambos desceram e subiram da água (imersão e emersão). Tanto para a cultura semita (verbo Tabal), como para a cultura grega, o verbo batizar significa imersão/ mergulho. O catecumenato, o tempo do aprofundamento do querigma (At 8, 29-35), despertou na vida do eunuco o desejo de querer mais, de conhecer Jesus e seu projeto de vida e missão. Santo Irineu, um dos padres da Igreja, refletindo este texto ele diz: o eunuco voltou a Etiópia e tornou-se um missionário entre seu povo. 
O Papa Francisco comentando este texto disse: “Enquanto o eunuco ouvia, o Senhor trabalhava dentro dele. Deste modo, ele começa a perceber e entender que a profecia de Isaías se refere a Jesus. A sua fé em Jesus então, cresceu a tal ponto que, quando chegaram onde estava a água, ele pede para ser batizado. “Foi ele quem pediu o Batismo, porque o Espírito tinha trabalhado no coração”.  
Na catequese mistagógica, o deixar-se conduzir pelo Espírito, é imperativo. O Espírito de Deus,  renova nossas forças. Revitaliza as nossas comunidades. Uma paróquia renovada evangeliza com o coração. Faz-se necessário tocar o coração das pessoas.  O Documento 100 da CNBB,  nos diz que: “um dos grandes desafios da pastoral paroquial é fazer com que os membros das comunidades cristãs percebam o estreito vínculo que há entre Batismo, Confirmação e Eucaristia”.[4]
O encontro de Felipe com o Eunuco se desenvolve num “caminhar construtivo” que o conduz da teoria à prática, e da explicação à ação e pertença.
A caminhada exigiu de Filipe e o Eunuco uma pedagogia dinâmica e dialógica que lhes permitiram o caminho da descoberta da fé. Trata-se de um encontro vital com Jesus Cristo que é Palavra viva. Assim diz o Documento de Aparecida: “a iniciação cristã dá a possibilidade de uma aprendizagem gradual no conhecimento, no amor e no seguimento de Cristo. Ela forja a identidade cristã com as convicções fundamentais e acompanha a busca do sentido da vida”. [5]
Passar de uma catequese doutrinal para uma catequese experiencial. Após ter sido batizado, o eunuco com o entusiasmo e encantamento, prosseguiu a viagem alegremente. A alegria é uma das grandes marcas do SER CRISTÃO.  O Papa Francisco nos recorda que a alegria do Evangelho enche o coração e a vida daqueles que se encontram com Jesus. E lembra ainda: um anúncio renovado proporciona as pessoas uma nova alegria na fé e uma fecundidade evangelizadora.
A mistagogia é a iniciação à experiência do Mistério, à vida cristã enquanto experiência do Mistério. O Mistério é Deus mesmo. É a realidade divina comunicada pelo Pai, ao Filho e ao Espírito Santo, deles para a pessoa humana. A comunidade eclesial se insere nesta perspectiva. É ela, em seu conjunto, que transmite a Tradição, testemunha a fé e a interpreta. Ela é o espaço hermenêutico vital onde os fiéis, em seus contextos pessoais, sociais e históricos, se inserem na trajetória viva daqueles que receberam, viveram e transmitiram a fé cristã.
A experiência mistagógica é caminho místico-sapiencial por ser integradora de todas essas dimensões, respeitando o nascedouro da fé e seu diálogo fecundo com a vida concreta. Ela nasce e se propaga na comunidade eclesial, renovada por uma integração vital, no seio da tradição que se faz experiência. A comunidade é o ambiente no qual a experiência nasce, e esta mesma revivifica continuamente a mesma comunidade, até o dia em que, como diz São Paulo, “cheguemos todos juntos à unidade na fé e no conhecimento do Filho de Deus, ao estado de adultos, à estatura de Cristo em sua plenitude”. (Ef 4,13).
Algumas pistas de ação para a implementação de uma catequese mistagógica

1.   Centralidade da Palavra (Leitura Orante da Bíblia); Acentuar a Palavra de Deus como fonte, inspiração e fundamento da Catequese, bem como de toda Pastoral. Que ela seja a “alma da teologia”, como já nos conclamou o Concílio Vaticano II na Dei Verbum, 24. A Leitura Orante possibilita o encontro com Jesus Cristo;
2.   Educar os catequizandos para o cultivo, na leitura e meditação da Palavra de Deus. Para isto, faz-se necessário rever e promover a formação bíblica, sobretudo, na linha mistagógica. Em sua formação bíblica, o catequista e todas as lideranças, realizem estudo orante dos textos querigmáticos do Novo Testamento, de modo que possa ir ao núcleo fundamental da experiência cristã, explicitando-a e aprofundando o querigma.
3.   Integração da Catequese e liturgia. Faz-se necessário, desenvolver a sensibilidade para a educação simbólico-ritual, cultivando a dimensão litúrgica da catequese. O Diretório Nacional de Catequese afirma que a catequese como educação da fé e a liturgia como celebração da fé são duas funções da única missão evangelizadora da Igreja;
4.   Atenção especial aos processos catequéticos: os desafios da transmissão da fé exigem de nós hoje uma atenção especial aos processos mais que aos programas. O programa supõe a ideia de um fio condutor estabelecido de antemão, enquanto que o processo envolve a pessoa como um todo, em sua autonomia e em seu próprio caminhar;
5.   Repensar e propor uma pedagogia iniciática e de acompanhamento: renovar o modelo de transmissão da fé não consiste somente na renovação de métodos. Mas é claro que uma transmissão da fé iniciática exige uma pedagogia iniciática, o que poderia ser descrito como “dar a mão a alguém, ou a um grupo, para que comece a viver a experiência e tenha condições de percorrê-la”.
6.   Passar de uma catequese orientada para os sacramentos, para uma catequese que introduza ao mistério de Cristo e à vida eclesial. Esta orientação requer que a catequese volte ao centro da fé cristã a fim de fazer com que aqueles que a acolhem possam viver com intensidade e contagiar novas pessoas[6].
7.   Garantir para os catequistas e demais evangelizadores uma adequada formação de inspiração catecumenal: elaborando itinerários adequados que correspondam à realidade humana e de fé que estão vivendo, e garantindo, nesse processo, o acompanhamento pessoal e a animação da comunidade, apropriando-se da riqueza das etapas do Ritual de Iniciação Cristã de Adultos (RICA), adaptando-se em cada realidade;
8.   Criar uma nova consciência discipular e missionária nos catequistas e demais agentes de pastoral. Uma catequese autêntica e integral apresenta, em cada tema e nas verdades da fé cristã, uma dimensão universal da primeira evangelização, como consequência do mandato missionário de Jesus Cristo, acentuando uma espiritualidade alimentada pela Palavra de Deus, Eucaristia, vida de oração e serviço aos irmãos.
9.   Investir num Projeto Diocesano de Iniciação à Vida Cristã a toda comunidade, integrado todas as pastorais e movimentos eclesiais.

Ser Catequista discípulo de Jesus Cristo é uma vocação à comunidade. A missão catequética é parte integrante da inserção no conjunto das ações evangelizadoras da Igreja. A Catequese é “ato essencialmente eclesial”. Sua missão consiste em formar verdadeiros e autênticos discípulos missionários de Jesus Cristo.
Como levar as pessoas a um contato vivo e pessoal com Jesus Cristo? Para começar é preciso uma mudança de foco. Sair da mentalidade de Iniciação Cristã como sinônimo de “preparação para receber sacramentos” para “o processo de quem quer tornar-se cristão”.
A inspiração catecumenal representa, para a Igreja, uma mudança no modo de se apresentar, porque a faz assumir a sua natureza originária: ser Igreja querigmática (anunciadora da verdade fundamental manifestada em Cristo) e missionária. Só é possível assumir os processos de Iniciação à Vida Cristã dentro de uma Igreja voltada para o essencial, que deseje superar o modelo de cristandade e os processos rotineiros ainda vigentes em nossa prática pastoral.
Que Maria, Mãe da Igreja e nossa mãe, a Mistagoga do Pai, Aquela que nos aponta o caminho do Filho, nos ajude a avançar no Caminho da Iniciação à Vida Cristã.




[1] Cf. CONFERÊNCIA NACIONAL DOS BISPOS DO BRASIL. Comunidade de comunidades: uma nova paróquia. A conversão pastoral. Documentos da CNBB, 100, no 269.
[2] Cf. Ritual da Iniciação Cristã de Adultos (RICA). Introdução, no 38.

[4] CONFERÊNCIA NACIONAL DOS BISPOS DO BRASIL. Comunidade de comunidades: uma nova paróquia. A conversão pastoral. Documentos da CNBB, 100, no  268.
[5] CELAM. Texto conclusivo da V Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano e do Caribe, n. 291.
[6] VILLEPELET, Denis. O futuro da Catequese. Paulinas, 2007, pp.56-57.


E terminou a manhã daquele domingo, dia 7 de maio de 2017. 
E para o almoço a partilha do pão e do vinho. 
Só que foi empadão, bolo, pastel, sanduíche, em vez de pão. E suco, refrigerante e água no lugar do vinho. 
Foi ao estilo do tempo de Jesus: 
várias toalhas    espalhadas no chão, com muita comida gostosa 
e os catequistas unidos ao redor partilhando o alimento, a alegria, a amizade, o mesmo amor pela iniciação à vida cristã.

E para alegrar ainda mais o coração, o show do Pe. Ezequiel Dal Pozo.

E os catequistas dançaram alegres ao som das músicas cristãs. E padre também é catequista...

E depois o animador da Jornada fez a apresentação das dioceses presentes. Era catequista das partes mais longínquas deste Rio Grande, que passou a noite toda viajando para chegar em Caxias. Era catequista de perto e de longe, como dizia a música: Eu venho do sul e do norte, do oeste e do leste, de todo o lugar! 




E foi cantando assim que os catequistas receberam a cruz de Jesus: No peito eu levo uma cruz e no meu coração, o que disse Jesus!







E com a entrada

da cruz, Dom 

Jaime Kohl fez a 

terceira 

Catequese 

do dia sobre a 

MISSÃO.











Pe. Décio Walker, coordenador da Equipe de Animação Bíblico-catequética do Regional Sul 3, falou sobre ao processo de preparação da Jornada e o desafio de dar continuidade a esse processo em nossas comunidades.

E então, começamos a grande celebração da II Jornada: a celebração eucarística, celebrada pelo nosso bispo referencial, Dom Jacinto e concelebrada por todos os demais bispos e arcebispos presentes, e ainda todos os padres presentes.

A procissão de entrada.


O celebrante.


Aclamação da Palavra de Deus.



Os leitores e a salmista



O Glória 



A homilia


O que Dom Jacinto Bergman falou na homilia:

(O Evangelho de hoje:)

Jesus: EU SOU A PORTA!
Por esta PORTA não entram o ladrão e o assaltante para ficar junto às ovelhas...
Por esta PORTA entra somente o pastor e este está em casa com suas ovelhas...
Por esta PORTA, entrando somente o pastor:
- as ovelhas escutam a sua voz;
- o pastor chama as ovelhas pelo nome;
- o pastor conduz para fora (“em saída”);
- as ovelhas seguem o pastor...

(Como os ouvintes não entenderam...)

Jesus: EU SOU A PORTA!
“Quem entra por mim, será salvo; entrará e sairá e encontrará pastagem”.
Por quê? “Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância”.

(Aplicando o Evangelho:)

A Iniciação à Vida Cristã é: nós chegarmos a esta PORTA, que é Jesus...
Pela Iniciação à Vida Cristã: é fazermos chegar todas as pessoas a esta PORTA, que é Jesus...

(Seguindo os passos do Evangelho:)

A Iniciação à Vida Cristã:
- É evitarmos que entram o ladrão e o assaltante...;
- É deixarmos entrar somente o pastor...;
- É deixarmos: o pastor falar e escutarmos a sua voz...;
                   o pastor chamar pelo nome...;
                   o pastor conduzir para fora (“em saída”)...;
- É seguirmos o pastor, sermos discípulos missionários...
Pela Iniciação à Vida Cristã:
- É fazermos que todas as pessoas entrem nesta PORTA, que é Jesus:
      - para serem salvos...
      - para encontrarem pastagem...
      - para terem vida e vida em abundância...

NÃO TENHAMOS MEDO da PORTA, que é Jesus!
NÃO TENHAMOS MEDO de fazermos as pessoas entrarem nesta PORTA, que é Jesus...

VIVA Jesus, a nossa PORTA!
VIVA a Iniciação à Vida Cristã, que faz-nos entrar na PORTA, que é Jesus!
VIVA a Iniciação à Vida Cristã, pela qual fazemos as pessoas entrar na PORTA, que é Jesus!
VIVA tantos iniciados...
Só iniciados em Jesus Cristo, teremos VIDA e VIDA EM ABUNDÂNCIA!

Ardeu o nosso coração com a Jornada?


O ofertório





Os coordenadores da Animação Bíblico-catequética das Arquidioceses e Dioceses do Regional Sul 3, no final da Celebração eucarística foram chamados para serem enviados de volta as suas cidades, levando a cruz da II Jornada Estadual de Catequese, símbolo da missão de anunciar o Evangelho de Cristo e de levar as pessoas ao seu encontro.





Nossos bispos e presbíteros entregaram a cruz aos coordenadores, que as levantaram ao alto com orgulho e esperança.















Essa imagem vai ficar em nossos corações!
Nossos catequistas voltando para as suas "Jerusalém", como os discípulos de Emaús, levando no peito a cruz da II Jornada e no coração o que nos disse Jesus através de todo este domingo em que estivemos reunidos!





Veja todas as fotos no link a seguir:

FOTOS DA II JORNADA ESTADUAL DE CATEQUESE

ENFIM, ACONTECEU A II JORNADA ESTADUAL DE CATEQUESE!

Depois de não conseguirmos fazer acontecer, pertinho da data marcada, a II JORNADA ESTADUAL DE CATEQUESE em Porto Alegre, no Gigantinho...

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